IDENTIFICAÇÃO DE CRIADORES – CALDAS DA RAINHA CIDADE CRIATIVA DA UNESCO DO ARTESANATO E ARTES POPULARES 2021

CALDAS DA RAINHA RECEBE DISTINÇÃO DE CIDADE CRIATIVA DA UNESCO 2020

CALDAS DA RAINHA RECEBE DISTINÇÃO DE CIDADE CRIATIVA DA UNESCO

03.01.2020

Para muitos receber o título de “CIDADE CRIATIVA DA UNESCO” é pouco relevante, havendo até alguns em certos países que desvalorizam o papel que aquela organização Internacional da ONU para a Educação e Cultura, tem a nível mundial.
Contudo, para aqueles que tomam as suas decisões ao abrigo de critérios de exigência de qualidade e de diferenciação sobre o que é hoje oferecido a nível global como atração turística, cultural e social, é um sinal muito importante e deveras influenciador mesmo nas decisões de investimento e de criação de emprego.
Mas se a atribuição de um título não significa nada para os próprios que foram objecto da distinção internacional, nem isso implica nenhuma atitude de preservação, melhoria e promoção desse diga-se ESTATUTO ao nível mundial, então mais valia que nada tivesse acontecido, tornando-se a decisão da UNESCO um acto falhado e sem significado objectivo.
Fazemos este preâmbulo para significar o muito que podemos considerar a distinção que foi atribuída à cidade das Caldas da Rainha em 2019 como CIDADE CRIATIVA DA UNESCO do Artesanato e Artes Populares”, razão pela qual a escolhemos para ACONTECIMENTO DO ANO no Oeste.
Vemos o que se tem passado com Óbidos, como também Cidade Criativa da UNESCO para a Literatura, que tem trazido à Vila centenas de figuras importantes da literatura e da cultura internacional ao longo dos últimos anos, e tem projectado o seu nome em todo o mundo, razão pela qual hoje já é quase tão conhecida como Lisboa, Porto e Fátima.
A própria promotora assinala que “a Rede de Cidades Criativas foi criada pela UNESCO em 2004 e procura desenvolver a cooperação internacional entre cidades (urbes) que identificaram a criatividade como um fator estratégico para o desenvolvimento sustentável. A Rede tem por objetivos fortalecer a criação, produção, distribuição e fruição dos bens culturais e serviços a nível local; promover a criatividade e expressões criativas, especialmente entre os grupos vulneráveis, incluindo mulheres e jovens; melhorar o acesso e a participação na vida cultural, bem como a fruição de bens culturais; e integrar as indústrias culturais e criativas em planos de desenvolvimento local.”
Que mais dizer para acharmos que se impõe uma atitude muito diferente do que é habitualmente seguido entre nós para fruir estas distinções, pois para se manterem, impõem que sejam geridas com visão e estratégia de futuro, para incrementar os resultados e justificarem-se por elas próprias, independentemente de outras ajudas do exterior que não podem servir para justificar os fracassos. O futuro da distinção é exigente e está apenas nas mãos dos caldenses.

IN: Gazeta das Caldas